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Queiroz Filho questiona Governo sobre transporte complementar alternativo

Por Luciana Meneses
28/02/2024 12:57 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Queiroz Filho (PDT) - Foto: Junior Pio

O deputado Queiroz Filho (PDT) questionou o Poder Executivo sobre a licitação para o serviço de transporte alternativo complementar na Região Metropolitana de Fortaleza, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará desta quarta-feira (28/02).

Conforme relatou o parlamentar, na última terça-feira (27/02), prestadores de serviço do transporte alternativo complementar de Caucaia o procuraram com dúvidas sobre o texto do edital da licitação prevista para a próxima terça-feira (05/03). “Há a previsão de uma licitação para a Região Metropolitana para terça-feira pela Arce. Mas, segundo o texto do edital, é para apenas 11 cooperados. E a aflição dos prestadores de serviço é que não contempla a todos e pode prejudicar a população com a falta de transporte”, explicou. 

Queiroz Filho se disse preocupado com a situação e pediu esclarecimentos sobre a procedência da previsão. “Peço ao Governo que nos traga resposta se essa previsão procede ou se a oferta será maior, pois não dará conta da demanda e a população vai sofrer", assinalou. Caucaia, segundo o deputado, é um município grande, de áreas distintas e precisa de mais possibilidades de transporte. "Nossa dúvida é se essa licitação vai reduzir o número de opções, pois, da forma como está, dá a entender que a oferta será menor que a demanda”, salientou. 

Ainda em seu pronunciamento, o deputado cobrou ações do Governo do Estado para os municípios que foram afetados com as chuvas. “Em Santa Quitéria, a chuva foi grande, e o rio transbordou, somando 150 famílias desabrigadas. A prefeitura está fazendo o que pode. O governador e seus órgãos declararam sua solidariedade em nota, mas eu gostaria de lembrar que, ano passado, passamos por isso também em outros municípios, como Aratuba, e a promessa do Governo foi sobre o aluguel social para 16 famílias atingidas e a construção de casas, mas essas mesmas pessoas já estão voltando para seus terrenos de risco. Nota de solidariedade é bem-vinda, mas o povo precisa de ação”, apontou. 

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho frisou que as licitações para o transporte alternativo complementar devem ser feitas com cuidado, para não causar prejuízos à população. “Colocaram no edital apenas quatro carros para atender quatro municípios. Não vai dar conta, e a população ainda espera pelo transporte gratuito prometido”, justificou. 

Já o deputado Felipe Mota (União) lembrou que, em março, completa um ano do ocorrido em Aratuba. “Temos 175 mil cearenses vivendo em áreas de risco, e nenhuma ação de prevenção está sendo feita. Estive em Aratuba com minha equipe, visitando as famílias atingidas no ano passado, e fui informado que o aluguel social foi recebido apenas por seis meses. Eles não receberam qualquer tipo de atendimento psicológico e estão voltando para suas residências antigas por não ter para onde ir. Nota de solidariedade não resolve o problema, senhor governador”, alertou.

Por sua vez, o deputado Sargento Reginauro (União) analisou a situação enquanto bombeiro militar e afirmou que a Defesa Civil já deveria estar desenvolvendo um trabalho preventivo nas áreas de risco, porém não há efetivo suficiente. “São 1.700 homens para várias funções atendendo a todo o Estado. Não dá nem para o começo. O governador prometeu concurso para bombeiro e até agora nada”, reclamou. Já o deputado Moésio Loiola (Progressistas) solicitou uma maior fiscalização dos municípios com as construções de moradias em áreas de risco ou leito de rios. 

Edição: Adriana Thomasi

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