Oradores

Felipe Mota questiona Governo sobre programa de segurança

Por Luciana Meneses
06/03/2024 11:26 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Deputado Felipe Mota (União) - Foto: Junior Pio

O deputado Felipe Mota (União) questionou o governador Elmano de Freitas sobre a duração do novo programa de segurança pública, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta quarta-feira (06/03). 

O crime organizado, segundo o parlamentar, vem se fortalecendo cada vez mais, e a crise na segurança pública só aumenta. “Sabemos que é um problema nacional, mas no Ceará os números são assustadores. Ontem o jornal O Povo reportava a terceira chacina em menos de um mês na Grande Fortaleza. E aí? Esse novo programa de segurança terá começo, meio e fim? Não aguentaremos outro Ronda do Quarteirão”, assinalou. 

Outro ponto destacado por Felipe Mota foi a expansão da facção cearense Guardiões do Estado (GDE) para o Piauí. Para ele, o aumento do poder se explica pelo fato de as facções serem mais organizadas que a “própria segurança pública do País”. 

A arrecadação com a tarifa de água de irrigação também foi abordada pelo parlamentar na tribuna. “Todo o sistema que aí está arrecadou em 2023 R$ 204,6 milhões. E a taxa é a mesma, seja para o pequeno agricultor ou para grandes empresários. Acredito que podemos corrigir isso ou mesmo isentar o pequeno", observou. De acordo com o parlamentar, é preciso atualizar certas leis para o homem do campo. "Assim como a utilização de drones para irrigação e proteção do plantio. O povo cearense precisa saber que estamos ativos e nos atualizando para uma melhor produção rural”, sugeriu. 

Em aparte, o deputado Júlio César Filho (PT) apoiou o colega sobre a atualização na legislação. “Estivemos no almoço semanal com empresários do agronegócio e eles mostraram a importância da atualização da legislação, onde em todos os estados brasileiros já é permitida a pulverização por drones para que plantações sejam protegidas da lagarta, inclusive proibindo o uso das bombas de costas, que acabam adoecendo os trabalhadores pelo contato direto com o veneno. Esperamos que nosso colegiado consiga avançar nesse projeto de atualização das leis voltadas para o homem do campo”, pontuou.

Edição: Adriana Thomasi

Veja também