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Antônio Henrique critica criação de mais cargos no Poder Executivo

Por Luciana Meneses
14/07/2023 11:49 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Antônio Henrique (PDT) - Foto: Junior Pio

O deputado Antônio Henrique (PDT) criticou a criação de mais cargos no Poder Executivo, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta sexta-feira (14/07). 

Conforme explicou o parlamentar, o problema não seria a criação da Secretaria de Proteção Animal prevista no projeto de lei n° 78/23, em tramitação na Casa, mas sim a criação dos 56 cargos. “Votarei a favor da matéria, pois apoio a causa animal. Porém, não concordo com a criação de mais cargos, onerando cada vez mais a folha de pagamento do Estado”, avaliou. 

O parlamentar salientou ainda que sempre se posicionou contra medidas do governo que resultassem em mais gastos, e, consequentemente, no aumento de impostos. “Fui contra a mensagem de aumento de ICMS e, principalmente, contra a criação das 10 novas secretarias com vários cargos que sabemos, para acomodar aliados políticos, onerando cada vez mais a folha de pagamento do estado. Em Fortaleza, por exemplo, aumentamos de sete para 12 secretarias, sem aumentar cargos, apenas redistribuímos o pessoal”, justificou. 

Outro assunto abordado pelo deputado foi sobre os últimos debates a respeito do serviço de saúde pública de Fortaleza, em especial, a suspensão dos atendimentos no Centro Regional Integrado de Oncologia em Fortaleza (Crio). “Quando se fala de município, a responsabilidade é de cuidar dos seus munícipes. No caso de uma capital, essa demanda é enorme. E ainda assim, Fortaleza recebe pacientes de outros municípios. Fortaleza tem um gasto de R$ 160 milhões em oncologia, sendo R$ 100 milhões do Governo Federal e R$ 60 milhões do Tesouro da Capital. Me digam quantos milhões o Estado investe? Não tem nenhum. Mas ainda assim criticam”, frisou.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) reclamou que atualmente alguns membros da base aliada do governo responsabilizam a capital cearense por algo ruim. “Fortaleza representa 68% da economia do Ceará, mas tudo de ruim responsabilizam Fortaleza. É a capital que gera mais emprego, o maior PIB do Estado, a capital mais procurada pelo turismo. A prefeitura vem investindo R$ 360 milhões em creches, antes mesmo do anúncio do ministro da Educação para retomada de obras em educação infantil. Então, até nisso a capital é pioneira, mas não há reconhecimento”, lamentou.

Edição: Adriana Thomasi

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