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Dra. Silvana adianta que recorrerá da decisão do TRE

Por Luciana Meneses
31/05/2023 11:53 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Junior Pio

A deputada Dra. Silvana (PL) anunciou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quarta-feira (31/05), que irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará de cassar seu mandato e continuará exercendo seu papel de parlamentar.

Na terça-feira (30/05), o TRE-CE cassou a chapa de candidatos a deputado estadual do PL Ceará por fraude à cota de gênero nas eleições de 2022, incluindo quatro parlamentares eleitos. Ainda cabe recurso à decisão e, por enquanto, a composição da Assembleia Legislativa não deve ser alterada.

A parlamentar defendeu seu partido e colegas das acusações, frisando que as supostas mulheres que desconheciam as candidaturas obtiveram, respectivamente, 30 e 100 votos. “Para alguém que desconhece a candidatura, são números consideráveis. Fora que uma delas já mudou seu depoimento por três vezes. Como alguém assina a candidatura, recebe 100 votos e um mês após a eleição alega que desconhece a candidatura? Pois eu afirmo aqui que o PL foi o único partido a fazer 50% das candidaturas femininas”, acrescentou. 

Dra. Silvana garantiu ainda que continuará seu trabalho na Assembleia Legislativa enquanto recorre na Justiça. “Vou continuar fazendo meus pronunciamentos, defendendo o povo, trabalhando nas comissões, trabalhando no meu mandato, ao mesmo tempo em que provo minha inocência na Justiça. Não digo nada com nenhum desembargador. Tudo leva tempo, eles têm um entendimento, nos ouvem e mudam sua avaliação. E acredito sim na Justiça”, declarou. 

A deputada afirmou que não precisa de cotas, mas deseja que mais mulheres entrem na política. “Eu sou valorizada na minha casa, no meu mandato e no meu partido. E assim quero convencer outras mulheres. A cada eleição conquisto mais 20 mil votos, e tudo isso só me torna mais combativa, com mais vontade de representar o povo”, pontuou.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) se solidarizou com a colega deputada e lembrou que não só ela sairia prejudicada, mas três outros colegas. “Coincidentemente as duas mulheres mais votadas desse Parlamento são do PL, então já considero injusto daí, pois sairiam duas mulheres e entram dois homens. Além do deputado mais votado, que perderia seu mandato. Então tudo isso deve ser analisado, mas sua atuação aqui no Parlamento deve ser reconhecida”, opinou. 

O deputado Antônio Henrique (PDT), por sua vez, disse-se crente na justiça de Deus e dos homens. “Creio que a Deus usará os homens para fazer cumprir aqui na terra o que a senhora merece. Confie e não tema. A senhora não está aqui porque comprou essa cadeira. Quem lhe colocou nesse lugar foram 83 mil pessoas. Vamos até 31 de janeiro de 2027 juntos nessa Casa, se Deus quiser”, concluiu.

Já o deputado Queiroz Filho (PDT) disse estar acompanhando o caso desde o início e questionou a penalização de deputados eleitos. “Fico feliz de ver como a senhora vem compreendendo o processo e se defendendo. Não entendo por que candidatos eleitos pela população, estes que não cometeram qualquer erro, serão penalizados”, questionou. 

Edição: Adriana Thomasi

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