Dra. Silvana ressalta pontos de projeto do novo arcabouço fiscal
Por Vanessa Madeira18/05/2023 11:40 | Atualizado há 9 meses
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A deputada Dra. Silvana (PL) ressaltou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (18/05) da Assembleia Legislativa do Estado, pontos positivos e negativos do projeto do novo arcabouço fiscal.
A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (17/05), a tramitação, em caráter de urgência, da proposta que prevê novas regras para as despesas da União.
Dentre os pontos positivos apresentados pela parlamentar estão a implementação de gatilhos em caso de não cumprimento da meta fiscal e a retirada das exceções à Lei de Responsabilidade Fiscal do texto do projeto, que afastaram a obrigatoriedade de contingenciamento quando os gastos superassem os limites estabelecidos.
“Porém, mesmo com esses pontos positivos, essa lei tem algumas fragilidades que precisam ser corrigidas”, apontou Dra. Silvana.
Para a deputada, a inclusão de créditos adicionais no caso de gastos extras e a manutenção de um limite mínimo de crescimento das receitas mesmo quando houver déficit primário podem gerar dívidas para a União e aumento da inflação.
“O governo não tem dinheiro dele, tem o dinheiro do contribuinte, então não pode estourar o que não tem. Isso não vai arrebentar no colo do governo, vai arrebentar no colo da população”, afirmou.
Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) criticou o Governo Federal e disse que a tentativa de mudança na regra fiscal é uma medida “populista”.
“Temos exemplos claros na América Latina do quanto o populismo político é arriscado. Estamos vendo o presidente atacando o presidente do Banco Central, querendo de formas arbitrárias passar por cima daquilo que é mais saudável para a economia brasileira, querendo fazer o velho populismo”, destacou.
Já o deputado De Assis Diniz (PT) rebateu as críticas. “Imagino que esteja falando do governo que acabou. Se nós queremos olhar para o País, precisamos debater de forma plena o que significa o arcabouço fiscal. Queremos que o País tenha capacidade de investimento. O que estamos debatendo é se o Brasil tem condições de criar mecanismos para que se estruture uma cadeia produtiva em todos os setores”.
Edição: Lusiana Freire
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