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Eliane Novais chama atenção para nível de concentração de CO2 na atmosfera

Por ALECE
29/05/2014 15:19 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Eliane Novais (PSB) Dep. Eliane Novais (PSB) - Foto: Máximo Moura

A deputada Eliane Novais (PSB) chamou atenção, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (29/05), para o comunicado divulgado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) dando conta de que, pela primeira vez na história mundial, a concentração mensal de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera superou o nível de 400 partes por milhão (ppm), no último mês de abril, em todo o hemisfério norte.

“Esse dado apresentado, que para muitos não tem grande significado, reforça a evidência de que a queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas poluentes são responsáveis pelo contínuo aumento de gases do efeito estufa, vilões do aquecimento global e das recentes catástrofes naturais que acontecem mundo afora. Para os que desconhecem, o CO2 é o gás de efeito estufa mais danoso ao meio ambiente e emitido pelas atividades humanas, responsável por 85% do aumento no forçamento radiativo, indicador utilizado para avaliar os fatores que causam alterações climáticas, ao longo da década 2002-2012”, explicou Eliane.

De acordo com a parlamentar, com a constatação, o relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas prevê um aumento da temperatura média no País entre 3 e 6 graus Celsius até o fim deste século.

“Chama a atenção e serve de alerta aos governantes o fato de o estudo apontar que, para as regiões Norte e Nordeste, é esperada uma diminuição generalizada das chuvas, o que provocaria a redução das vazões dos rios e do nível dos lençóis freáticos, diretamente responsáveis pelo abastecimento de água potável à população. Portanto, é certo que precisamos reduzir drasticamente as emissões globais de gases de efeito estufa, para limitarmos o aumento de temperatura média global em 2ºC. O desafio maior é distribuir o esforço de redução ou os limites de emissão”, alertou a deputada.

Eliane aconselhou os demais representantes a levarem mais a sério os protestos da população pela proteção e criação oficial do Parque do Cocó, contra a derrubada de tantas árvores que estão nas avenidas, praças e ruas de Fortaleza e a não tratar quem está preocupado com o futuro do planeta de “ecochatos” ou “desocupados”.

“A pauta ambiental é justa, necessária e legítima. E cabe aos governantes, de uma maneira geral, estar atentos a uma nova política ambiental que exige esforços ao máximo para que os desmatamentos sejam evitados. É importante lembrar que, no nosso caso, o Parque do Cocó perdeu cerca de 40% da sua vegetação original ao longo dos anos. É urgente, portanto, sua regulamentação. E precisamos reflorestar, sem desmatar, para evitar a perda do nosso patrimônio ambiental”, aconselhou a parlamentar.

A deputada lamentou ainda o fato de o governo não ter investido em campanhas do uso consciente da água, apesar dos 88 açudes estarem com volume inferior a 30% de sua capacidade de armazenamento.

Em aparte, os deputados Leonardo Pinheiro (PSD) e Fernanda Pessoa (PR) parabenizaram a deputada pelo tema e reafirmaram a necessidade de as autoridades se prepararem para minimizar os danos ao meio ambiente e reduzir as alterações climáticas.
LA/CG

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