Oradores

Ely Aguiar condena atos de violência e vandalismo em manifestações

Por ALECE
23/05/2014 14:25 | Atualizado há 9 meses

Compartilhe esta notícia:

Dep. Ely Aguiar (PSDC) Dep. Ely Aguiar (PSDC) - Foto: Máximo Moura

Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta sexta-feira (23/05), o deputado Ely Aguiar (PSDC) abordou a insatisfação da sociedade brasileira nas ações de combate à violência. Citou ataques de vandalismo e a presença dos black blocs em todo o País, que participam de manifestações quase sempre de forma truculenta, usando preto e mascarados, citou. “Ninguém é contra os que se manifestam por seus direitos, mas queimar ônibus e jogar pedras, isso é vandalismo”, frisou o parlamentar.

O deputado citou o caso da equipe de reportagem da TV Cidade que fazia a cobertura de uma manifestação na avenida 13 de Maio e foi atingida por pedras. O cinegrafista saiu machucado e o carro da televisão ficou danificado. “Quero prestar a minha solidariedade aos amigos jornalistas que estão trabalhando. Isso não é manifestação, é agressão”, criticou.

Ely Aguiar também disse que a Polícia está à mercê da ação dos bandidos e que três policias militares foram atingidos por arma de fogo nas últimas 48 horas em Fortaleza. “A Polícia esta perdendo a guerra para os bandidos. Um sargento morreu atingido na cabeça, um soldado está entre a vida e a morte e um subtenente também foi baleado”, pontuou.

O parlamentar relatou ainda suposta participação do deputado estadual Luiz Moura (PT/SP) que, segundo reportagem da revista Veja, estaria participando como convidado de uma reunião da facção criminosa PCC que definia ações de vandalismo em São Paulo. “É o fim da picada, um deputado ex-presidiário discutindo ataques a ônibus”, criticou.

Ely Aguiar condenou a participação de políticos em ações criminosas e enfatizou a notícia divulgada ontem de que a Justiça Federal encontrou comprovantes de depósito bancário destinados ao ex-presidente e atual senador Collor de Melo no escritório do doleiro Alberto Yussef . A investigação faz parte da operação Lava a Jato. “A coisa tomou um rumo inaceitável. Temos que editar o filme 'Corra que os políticos vêm ai'", fazendo referência à comédia americana "Corra que a polícia vem ai".

Em aparte, o deputado Ferreira Aragão (PDT) citou a agressão sofrida por assessor do deputado Sérgio Aguiar (Pros), que levou uma pedrada na boca durante a manifestação na avenida Washington Soares, e ressaltou a necessidade em separar cidadão de bandido. “Está faltando um punho de aço nesse País, para separar bandido de gente do bem, e leis mais severas para os bandidos”, disse.

Fernando Hugo (SDD) acredita ser inaceitável um deputado participar de uma reunião com facção criminosa, referindo-se ao deputado estadual petista, e citou a cidade de Luziânia, em Goiás, onde bandidos estariam sendo treinados para crimes de vandalismo e violência. “Existe uma fazenda enorme que é o centro de treinamento desses arruaceiros, com aceitação completa do Governo Federal”, denunciou.

O deputado Idemar Citó (DEM) também aparteou dizendo que o País nunca passou por uma situação assim. “A pergunta é simples: Para onde vamos?”, questionou. O parlamentar defendeu uma ação conjunta entre os estados. “Os estados devem dar o grito de tolerância zero junto ao Governo Federal”, frisou.
YI/CG

Veja também