Felipe Mota critica atuação da Enel e lamenta apagão nacional
Por Gleydson Silva16/08/2023 10:56 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Felipe Mota (União) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (16/08), a atuação da Enel no Ceará e lamentou que possível evento no Estado tenha causado um apagão de energia em 26 unidades da federação, na manhã desta terça-feira (15/08).
De acordo com o parlamentar, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que uma das causas do apagão foi uma sobrecarga de energia em linhas de transmissão no Ceará. Para ele, o fato expõe um “despreparo, uma falta de comprometimento e de transparência” da Enel. “Por que não foi informado que tinha um problema no Ceará, e mais uma vez se coloca o nome do Estado em um vexame? O que você fez foi gerar uma desconfiança que nosso sistema eólico e solar não suporta essa ligação com o sistema das hidrelétricas”, indagou o deputado à Enel.
Felipe Mota, que integra a CPI da Enel na Assembleia Legislativa, afirmou que o colegiado, instalado na última quinta-feira (10/08), só reforça a fragilidade no serviço prestado pela Enel e a necessidade de investigação sobre a atuação da empresa. “Chegou a tua hora. A hora que a CPI vai passar a limpo sua atuação. Vocês estão na contramão do que interessa aos cearenses”, afirmou.
O deputado lamentou a desconfiança “jogada sobre o Ceará” quanto à capacidade de interligar a geração de energia renovável com o sistema nacional de energia elétrica. “Todos nós torcemos para que as energias renováveis entrem com toda a força no nosso País. Mas parece que não interessa a alguns”, disse.
A convocação do ministro de Minas e Energia para que a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) investiguem a fonte do problema foi questionada por Felipe Mota. Para ele, o ministro não poderia corroborar com a fala de que o sistema não suporta a carga das energias eólicas e solar. “Vossa Excelência deveria abraçar essa causa das energias renováveis, que é quem pode salvar o Nordeste brasileiro. Como teremos uma indústria e um turismo fortificado sem uma energia forte?”, questionou.
O deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas), em aparte, avaliou que não se pode falar de um estado desenvolvido se não houver uma distribuição de energia adequada. Segundo ele, há dificuldades de famílias e empresas com a fornecedora, havendo demoras em ligações de energia e demais serviços.
Edição: Adriana Thomasi
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