Fernando Hugo ressalta atuação internacional na proteção da Amazônia e o uso de recursos
Por Gleydson Silva06/06/2023 11:40 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Fernando Hugo (PSD) questionou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira (06/06), o uso dos recursos internacionais destinados por organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia e cobrou mais atenção não somente ao meio ambiente, mas também em benefício da população amazônica.
Conforme o deputado, estimativas indicam que mais de 20 mil ONGs usam recursos do exterior e atuam na Amazônia. Para ele, é preciso também proteger as pessoas que moram na região e cuidar delas, propiciando qualidade de vida e saúde. “Não pode ser responsabilidade só do Brasil manter o povo sofrido, morrendo de fome, e o europeu respirando oxigênio, batendo palma e dizendo ‘valeu, Brasil’", contestou.
O parlamentar questionou as manifestações de países da Europa e América do Norte sobre a preservação da Amazônia brasileira. Na avaliação dele, essas nações não cuidaram de suas vegetações nativas, desmataram para instalar usinas poluidoras, e não possuem propriedade para intervir nas matas brasileiras. “Acabaram na Europa com tudo que era de estrutura natural. No Vale dos Rios, que corta a Alemanha e a França, já não existe floresta há anos. Tocaram fogo e impuseram lá um dos maiores centros de produção de gás carbônico para infestar de gás carbônico o planeta”, observou.
Fernando Hugo ponderou que a preocupação internacional com a Amazônia não tem olhado para a população que ali vive, muitas vezes em situações de vulnerabilidade social. “É inaceitável querer viver no século XXI com progresso, crescimento e desenvolvimento sem propiciar bem-estar aos ribeirinhos e indígenas que lá estão famintos”, disse.
Os países europeus, de acordo com o deputado, não possuem, até hoje, um código florestal como o que há no Brasil. Ele cobrou ainda atenção aos agricultores rurais que produzem alimentos para a população, criticados, conforme ele, por ambientalistas, assim como intervenções para equipamentos turísticos. “E aquele tratorista que vai gerar renda pela venda do milho, da macaxeira, do feijão, da soja ou do trigo, que vai condicionar uma economia diferente no Brasil”, pontuou.
O deputado Felipe Mota (União), em aparte, ressaltou a importância de proteger o meio ambiente e cobrou um acompanhamento ambiental no Maciço de Baturité. “As pessoas não sabem o que acontece na serra. É preciso fiscalizar e proteger para crescer de forma sustentável”, apontou.
Edição: Adriana Thomasi
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