Heitor Férrer cobra política de democratização de acesso à água
Por ALECE04/06/2013 15:13 | Atualizado há 9 meses
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Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (04/06), o deputado Heitor Férrer (PDT) criticou o Governo do Estado por não ter uma política de distribuição de água que garanta o abastecimento, mesmo em municípios onde existem grandes reservatórios, como o açude Castanhão.
O parlamentar ressaltou que a população do Nordeste tem grandes expectativas de solucionar os efeitos da seca, a partir da conclusão da transposição do rio São Francisco. “Atualmente, 60 municípios do entorno do rio São Francisco decretaram estado de emergência por causa da seca, o que demonstra que nem a população vizinha tem acesso à água.”
Segundo Heitor Férrer, a situação demonstra o descaso das políticas públicas do Nordeste e do Brasil em relação ao acesso às águas. O deputado citou o anúncio, pelo governo do Ceará, da colocação de um letreiro, no horto, em Juazeiro do Norte, no valor de R$ 1 milhão. Segundo Heitor Férrer, no mesmo Diário Oficial em que foi publicada essa informação, há a decretação de estado de emergência em 175 municípios cearenses por causa da seca, incluindo cidades que ficam próximas aos grandes reservatórios.
Heitor Férrer ressaltou que o Canal do Trabalhador leva água do Castanhão para o Porto do Pecém e para as indústrias da região, o que é importante para a economia do Ceará, mas entende que o Governo do Estado prioriza a indústria em detrimento dos que sofrem com a seca. O deputado disse ainda que o orçamento de 2014 prevê gasto de R$ 7 bilhões e que parte será usada no projeto do Cinturão da Águas. Para ele, é fundamental que o projeto seja priorizado.
Em aparte, o deputado Carlomano Marques (PMDB) ressaltou ações dos governos anteriores, como o levantamento de todas as bacias do estado, no governo de Tasso Jereissati, e as políticas que buscam perenizar alguns rios e açudes do estado. Segundo Carlomano Marques, a solução para o Ceará só virá com a transposição do rio Tocantins.
João Jaime (PSDB) também ressaltou as ações dos governos anteriores, como a construção do Castanhão, do Canal do Trabalhador e de 40 açudes. E afirmou que a sequência deveria ser as adutoras, mas não houve continuidade nesse projeto.
JM/AT
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