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Larissa Gaspar informa que vai acionar Conselho de Ética por ofensas ao PT

Por Luciana Meneses
29/06/2023 11:33 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Larissa Gaspar (PT) - Foto: Junior Pio

A deputada Larissa Gaspar (PT) comunicou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (29/06), que vai acionar o Conselho de Ética da Alece a respeito das ofensas dirigidas ao Partido dos Trabalhadores por deputados da Casa, nesta semana. 

Conforme relatou a parlamentar, os deputados teriam classificado o Partido dos Trabalhadores como “quadrilha” e “organização criminosa”. “Palavras proferidas por colegas enquanto ocupavam a tribuna, afirmando que o PT do Ceará é uma quadrilha que deve continuar e que nossa cúpula é uma organização criminosa. Respondo aqui que não sou criminosa. Nem eu e nem meus colegas parlamentares, ou qualquer membro do PT. Se quer acusar alguém de algo, traga provas e individualize seu discurso, pois quando faz essas afirmações, coloca todo e qualquer filiado ao partido nessa denominação”, pontuou.

Larissa Gaspar acrescentou ainda que o plenário é um espaço para divergir e discordar, mas que essa justificativa não pode ser usada para desrespeitar colegas, violando assim o Regimento da Casa. “Tenho horror a pessoa de Bolsonaro, mas não classifico meus colegas parlamentares que o defendem de criminosos. Não esqueço os crimes cometidos por ele, mas não virei a essa tribuna chamar o PL de quadrilha, pois não posso generalizar ou ofender a honra de ninguém. Posso dizer aqui o que penso e defender os projetos que acredito, mas acusar falsamente um partido e seus correligionários da prática de um crime é calunia e está previsto no código penal. E com muita responsabilidade, acionarei o Conselho de Ética desta Casa”, anunciou. 

A deputada defendeu o partido e cobrou respeito a sua pessoa. “O Partido dos Trabalhadores não é quadrilha e nem organização criminosa, é o maior partido de massas da América Latina. Foi na gestão do PT que o Brasil saiu do mapa da fome e se tornou a 6ª economia mundial. Não aceito que ninguém venha a essa tribuna chamar meu partido de quadrilha e me associar a organização criminosa”, declarou. 

Em aparte, o deputado Fernando Santana (PT) concordou com a colega parlamentar e disse que providências serão tomadas. “Não é dizer o que quer em um dia, criminalizar os colegas e no outro dia pedir desculpas e achar que está tudo bem. Quando criticamos Bolsonaro, falamos da pessoa, não do partido. Está na hora de dar um basta nesse ódio político. Queremos paz e é isso que nosso presidente está promovendo em todo o País”, salientou. 

O deputado Renato Roseno (Psol) se solidarizou com os colegas petistas e criticou os ataques. “O ataque moral é uma clara demonstração da ausência de substâncias, o que apequena a política. Esses ataques morais e generalizados, tão característicos do próprio Bolsonaro, sempre partem de alguém que quer se mostrar acima da política, quando o mesmo é exatamente o fruto do sistema. É assim que funciona e é necessário que a sociedade esteja alerta e não caia nesse conto do vigário”, explicou.

Por sua vez, o deputado Lucinildo Frota (PMN) lembrou que o respeito é a base do Parlamento. “Acredito que os colegas do PL reconhecerão que houve excessos em suas falas. Generalizar é um grande risco de sermos injustos. Temos que saber diferenciar o joio do trigo e acusar, quando se tem prova”, aconselhou.

Edição: Adriana Thomasi

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