Sargento Reginauro aborda debate sobre projeto da reforma tributária
Por Ricardo Garcia06/07/2023 11:52 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Sargento Reginauro (União) apontou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (06/07), realizada de forma presencial e remota, com o projeto da reforma tributária, que está em discussão no Congresso Nacional.
O tema, segundo o parlamentar, é extremamente delicado e sensível para a população brasileira, mas está sendo debatido “aos atropelos” em Brasília. “É um projeto de 130 páginas que foi colocado para ser discutido e votado no mesmo dia. A Câmara Federal está uma loucura por conta desse projeto. Se discute há 20 anos que o Brasil precisa de uma reforma tributária, mas a proposta apresentada é nova e só agora está começando a ser debatida”, apontou Sargento Reginauro.
De acordo com o deputado, diversos governadores pelo País já estão se articulando para tentar barrar a votação do projeto, que, para o deputado, pode ter impactos negativos para a população brasileira. “Com a aprovação da matéria, a cesta básica pode ser impactada com um aumento de até 60% em seus itens. Que tipo de loucura é essa que o PT quer implementar a toque de caixa no Brasil?”, questionou.
A Reforma Tributária, de acordo com o parlamentar, é algo aguardado há muito tempo, para facilitar o desenvolvimento econômico do País, mas o projeto chegou da pior forma possível. “Só vemos o presidente Lula aumentando impostos e dificultando a vida do empreendedor brasileiro. São seis meses de governo e não vemos pautas, projetos. É o País precisando avançar e o Lula só sabe falar de ódio e divergências”, criticou.
Sargento Reginauro também abordou audiência pública realizada na terça-feira (04/07) na Alece e que debateu a saúde mental dos profissionais de segurança pública do Estado. “Nós tivemos uma experiência maravilhosa, de mais de quatro horas de discussão, envolvendo a Academia, representantes do Governo e categorias policiais, em um debate de alto nível”, assinalou.
A partir das discussões, segundo ele, foi provada a necessidade urgente de uma política permanente de atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública. “Tivemos acesso a um dado alarmante, quando foi apresentado que as taxas de estresse pós-traumático de um policial no Brasil são maiores do que as de um soldado que vai para a guerra”, pontuou.
Em aparte, o deputado Felipe Mota (União) comentou sobre a necessidade de melhorias no funcionamento da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). “É necessário que o Governo do Estado melhore a estrutura da Pefoce, porque hoje a equiparação do órgão está meio desordenada, com o número de terceirizados quase igual ao número de concursados”, avaliou.
Edição: Adriana Thomasi
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