Sargento Reginauro critica viagens de governador Elmano a Brasília
Por ALECE24/08/2023 11:42 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Sargento Reginauro (União) criticou as viagens do governador Elmano de Freitas a Brasília, em seu pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (24/08).
Para o parlamentar, as visitas do governador do Estado à capital federal vêm sendo bastante constantes, inclusive em episódios de insegurança grave no Ceará. “Nós temos um governador que gosta de viajar, pois já está em Brasília novamente participando de jantares e afins, como se aqui estivesse tudo bem. Alguns justificam que essas visitas sempre rendem novos recursos para nosso Estado, mas pelo tanto de vezes que ele já foi, deveríamos estar com dinheiro sobrando”, avaliou.
Sargento Reginauro ressaltou ainda os últimos episódios envolvendo facções criminosas no Estado e cobrou um posicionamento do chefe do Executivo. “Enquanto Elmano viaja, as facções espalham o terror. Assaltos, tiroteios, execuções, o cidadão cada dia mais apavorado, e nenhuma ação é anunciada. Sequer falam do assunto nesta Casa. Não podemos aceitar que criminosos tenham tanto poder como têm no nosso Estado. Mas, infelizmente, quem pode fazer algo não está tendo coragem ou capacidade para resolver”, apontou.
Outro assunto abordado pelo deputado foi sua sugestão de implementar no Ceará a Política de Emendas Impositivas. Segundo ele, entre os estados do Nordeste, apenas o Ceará não conta com esse tipo de recurso. “Coloquei à disposição dos deputados uma folha de estados que trabalham com emendas impositivas. Do Nordeste, somo o único estado sem. O Rio Grande do Norte, com orçamento de menos da metade do nosso, paga de emendas o valor que propomos para iniciar no ano que vem aqui. Conseguimos 16 assinaturas, o governo disse que mandaria proposta para esta Casa, mas quatro deputados voltaram atrás e retiraram o nome. Tudo bem, é legítimo. Mas deveríamos dar a chance de a proposição tramitar e aí sim cada um votar contra ou a favor”, lamentou.
Edição: Adriana Thomasi
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