Sargento Reginauro defende debate sobre realidade da segurança no Ceará
Por Ricardo Garcia14/07/2023 10:36 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Sargento Reginauro (União) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (14/07), realizada de forma presencial e remota, uma reflexão profunda da sociedade e das autoridades cearenses sobre a atuação das facções criminosas no Estado.
O parlamentar relatou que há muitos anos vem alertando para a situação crítica da segurança pública no Ceará, lamentando que as autoridades competentes do Estado não têm avaliado o cenário com a gravidade que ele merece.
“Não é feita uma reflexão e um debate sobre o mundo real. Se apontam números e relatórios em um olhar que sempre favorece a gestão. É importante destacar o resultado do combate à violência, mas não vejo um debate de fato sobre a gravidade do problema e a realidade das nossas periferias e de diversas regiões do Estado, que estão sob o domínio das facções criminosas”, assinalou.
O deputado citou o caso de dois irmãos que foram assassinados recentemente no município de Caucaia, quando se dirigiam para visitar um familiar. “O crime que esses jovens cometeram foi ir encontrar a vó e o pai. Se esse fosse um caso isolado talvez não merecesse tanto alarde, mas, infelizmente, não é. Essa é a realidade que vive a população cearense que mora na periferia e nos bairros das grandes cidades do Interior”, enfatizou.
Sargento Reginauro defendeu uma ação mais enérgica do poder público cearense. “Vamos cobrar uma política de segurança pública que inove. Vemos comerciantes pagando pedágio para traficantes. Vemos cidadãos sendo expulsos de suas próprias casas pelas facções. Todos os governos sabem disso, mas preferem mostrar relatórios que beneficiam a administração”, pontuou.
Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) lamentou a sensação de insegurança que a população enfrenta no Estado. “É um momento de muita dificuldade para os moradores das nossas periferias, que estão perdendo o direito de ir e vir, por conta das facções que mandam no Ceará”, comentou.
Edição: Adriana Thomasi
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