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Sérgio Aguiar registra participação da indústria na geração de empregos

Por ALECE
23/04/2014 14:12 | Atualizado há 9 meses

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Dep. Sergio Aguiar (Pros) - Foto: Máximo Moura

O deputado Sérgio Aguiar (Pros) registrou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta-feira (23/04), a participação da indústria na geração de empregos formais. De acordo com o parlamentar, mesmo a indústria de transformação não tendo registrado peso importante no total de riquezas produzidas pelo País em 2013, sua fatia na geração de empregos formais ficou maior, após dois anos seguidos de perdas.

“Ainda assim, consideramos que, de certa forma, houve uma injustiça no desequilíbrio regional, tendo em vista que, para serem gerados esses novos postos de emprego, muitos dos municípios do Norte e Nordeste brasileiro tiveram que arcar com a redução do IPI, que é gerado justamente através da industrialização de produtos. Isso fez com que a geração de emprego comprometesse outra área”, assinalou Sérgio Aguiar.

Citando como fonte matéria publicada na edição de ontem do jornal Valor Econômico, o parlamentar disse que, apesar de o peso do setor manufatureiro no Produto Interno Bruto (PIB) ter ficado estável em 13% no ano passado, ele respondeu por quase 11% das mais de um milhão de vagas com carteira assinada criadas em todo o País no período. Segundo o parlamentar, em 2012, de 1,37 milhão de postos de trabalho celetistas abertos, apenas 6,8% foram destinados a essa parte da indústria.

Isso aconteceu, segundo Sérgio Aguiar, em consequência dos estímulos concedidos ao setor, que, no ano passado, contou com redução das alíquotas do IPI e tem recebido novos investimentos. “Estamos comemorando por um lado e lamentado por outro”, comentou.

O parlamentar lembrou o anúncio da presidente que trata da criação, por parte da indústria naval brasileira, de cerca de 20 mil novos empregos até 2017. E falou sobre as negociações para a instalação de um estaleiro em Camocim, litoral oeste do Ceará. Segundo Sérgio Aguiar, aconteceu, no período de 17 a 20 de março deste ano, um encontro que reuniu representantes da cidade de Camocim, governos estadual e federal, além de uma empresa russa interessada em ser parceira no negócio. “As partes visitaram o local proposto e a empresa russa se dispôs a elaborar um novo conceito, propondo a instalação em etapas do empreendimento”, informou.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) citou o editorial do jornal Diário do Nordeste de hoje, que fala sobre a ausência de um movimento em defesa dos estímulos fiscais, responsáveis pelo crescimento industrial do Nordeste. Ele lembrou as adversidades na ocupação do território brasileiro, que acabaram por resultar na disparidade entre as regiões, colocando o Sul e o Sudeste como as regiões recebedoras de todas as benesses.

Mesquita defendeu os incentivos fiscais como instrumento para corrigir essa discrepância. “Eles servem como estímulo para que as indústrias possam ser instaladas no Norte e Nordeste”, argumentou.
CP/AT

 

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