Deputados debatem situação indústria, carência na Defensoria Pública e gestão de Fortaleza
Por Gleydson Silva, Ricardo Garcia, Narla Lopes e Luciana Meneses10/03/2026 13:07 | Atualizado há 1 semana
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Durante a ordem do dia e o tempo de explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (10/03), parlamentares debateram sobre os desafios da indústria cearense diante da reforma tributária nacional e a importância do fortalecimento do setor industrial para o desenvolvimento econômico do Estado, além da falta de defensores públicos em comarcas do Ceará e a gestão da Prefeitura de Fortaleza.
O deputado Felipe Mota (União) destacou a importância do debate sobre o futuro da indústria cearense diante da reforma tributária nacional. O parlamentar relatou participação em evento na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), ao lado de outros parlamentares, no qual foram discutidos os impactos das mudanças tributárias para a manutenção de empregos, arrecadação estadual e políticas públicas até 2032.
Segundo ele, é necessário preparar o setor produtivo para os novos desafios, com investimentos em capacitação, tecnologia e inteligência artificial. “Precisamos nos preparar para manter os empregos, a arrecadação do Estado e garantir o futuro da indústria cearense”, defendeu.
Também sobre o fortalecimento da indústria, o deputado Salmito (PSB) destacou a realização da Feira da Indústria, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e que teve início nesta segunda-feira (09/03), em Fortaleza. “É um dos maiores eventos do setor industrial do Nordeste, demonstrando a importância que tem esse segmento em qualquer território ou lugar do Brasil e do mundo. Não existe nenhum país desenvolvido e pujante sem a participação da indústria, porque ela tem um papel estratégico, agregando valor e criando empregos e toda uma cadeia econômica de desenvolvimento”, assinalou.
Já ao abordar a estrutura da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), o deputado Heitor Férrer (União) afirmou que o estado do Ceará não cumpre a Constituição, pois não há defensores públicos em todas as comarcas, como determina uma emenda constitucional que versa sobre o tema. Além disso, o parlamentar ressaltou que há cargos que deveriam ser ocupados por servidores de carreira, mas as atividades são exercidas por temporários. “O Ceará deveria ter cumprido essa determinação lá em 2022, mas hoje tem 373 defensores para defender oito milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade no nosso Estado”, criticou.
O deputado Carmelo Bolsonaro (PL) teceu críticas à gestão do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão. “Vejo aqui um deputado defendendo o mandato de Evandro Leitão. Me perguntei em que mundo ele vive, pois essa não é a realidade. Falta remédio nos postos de saúde, falta fardamento para os estudantes. Quatro anos de PT no Ceará e no Brasil, mas sua vida melhorou? Não. Porque o PT é um produto vencido”, avaliou.
Por sua vez, o líder do governo na Casa, deputado Guilherme Sampaio (PT) afirmou que os bolsonaristas que se associaram à gestão do ex-prefeito José Sarto não querem reconhecer os avanços da capital. “Comparem como estava o Instituto José Frota na gestão passada e como está agora. A Santa Casa estava prestes a fechar as portas e agora [está] em pleno funcionamento. O Hospital Nossa Senhora da Conceição caindo aos pedaços e será entregue agora totalmente reformado. A verdade é que eles não querem reconhecer a realidade”, apontou.
No tempo de explicações pessoais, o deputado Salmito questionou a postura de alguns opositores da gestão do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT).
“Vejo muitos que criticavam o ex-prefeito José Sarto e que o responsabilizavam por tudo o que não prestava em Fortaleza agora andarem de mãos dadas com ele. Se a culpa era do Sarto, então essas pessoas também podem ser consideradas culpadas agora ou eles faziam de conta que criticavam? Qual o compromisso dessas pessoas com a verdade, com a população de Fortaleza e com o projeto de servir ao povo da Capital?”, questionou.
Edição: Geimison Maia
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