Saúde pública e reflexão sobre a juventude marcam falas de deputados
Por Ricardo Garcia, Gleydson Silva, Giovanna Munhoz04/02/2026 12:40 | Atualizado há 1 mês
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Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (04/02), parlamentares ocuparam a tribuna para questionar políticas públicas do Governo do Estado e para refletir sobre comportamentos da juventude, diante de episódios de violência envolvendo adolescentes.
Na ordem do dia, o deputado Sargento Reginauro (União) fez ressalvas à leitura da mensagem governamental do Executivo estadual para o ano de 2026, realizada pelo governador Elmano de Freitas na última segunda-feira (02/02) na Casa.
“O Ceará que foi apresentado pelo governador não é o mesmo que eu conheço, rodo e tenho visto, com o povo na miséria. É no mínimo incoerente que um governo que diz cuidar dos pobres não fazer nada para tirar o povo da pobreza, tendo como uma de suas principais políticas públicas dar prato de comida para o povo. Se com 11 anos no poder eles ainda precisam entregar quentinha para o povo é porque mantiveram o povo na miséria”, avaliou o parlamentar.
Também na ordem do dia, o deputado Antônio Henrique (PDT) destacou as reclamações da população quanto aos serviços de saúde da rede pública do Estado e afirmou que a promessa de zerar a fila de cirurgias, feita pelo Executivo, não saiu do papel, pois muitas pessoas seguem na espera por procedimentos “considerados simples”.
“É um governo que promete muito, mas não entrega aquilo que prometeu. Digo, mais uma vez, que vamos continuar cobrando os direitos dos cidadãos para que o governador cumpra ao menos o que prometeu”, garantiu o deputado.
Durante o tempo de liderança, a deputada Dra. Silvana (PL) refletiu sobre os recentes episódios de violência envolvendo adolescentes no Brasil, citando o caso do cão Orelha, agredido e morto supostamente por adolescentes em Santa Catarina.
A parlamentar destacou que vai dar entrada em uma proposição com intuito de diagnosticar transtornos em crianças e adolescentes que podem resultar em comportamentos violentos. “Existem transtornos mentais, que podem ser tratados quando descobertos, e é importante que as pessoas saibam disso e tenham meios e oportunidades para diagnosticar essas doenças mentais”, explicou.
Edição: Lusiana Freire
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