Parlamentares debatem segurança pública e Pacto Nacional contra o Feminicídio nesta quarta
Por Giovanna Munhoz, Luciana Meneses, Gleydson Silva, Narla Lopes e Gabriela Farias11/02/2026 12:16 | Atualizado há 1 mês
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Durante a ordem do dia e as explicações pessoais da sessão plenária desta quarta-feira (11/02) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), parlamentares debateram investimentos para a segurança pública, o Pacto Nacional contra o Feminicídio e atualização do piso nacional dos professores.
O deputado Sargento Reginauro (União) cobrou mais investimentos na área da segurança pública. Segundo o parlamentar, é necessário que o Governo do Estado adote estratégias mais eficazes para enfrentar a criminalidade. “Nosso exército é maior, mas estamos perdendo essa guerra. Falta planejamento”, afirmou. O deputado também apontou a carência de equipamentos e estrutura em municípios do interior do Ceará. De acordo com ele, a realidade enfrentada pelas forças de segurança compromete o atendimento à população e a eficiência das ações policiais.
Já nas explicações pessoais, Sargento Reginauro (União) também se pronunciou e chamou a atenção para a situação dos policiais e bombeiros escalados na Operação Carnaval. “Todo ano recebemos as mesmas queixas por parte dos nossos policiais que serão enviados para diversas cidades do Estado: colchões em péssimas condições e recursos para alimentação recebidos dois meses após a operação. O trabalho da Polícia e do Corpo de Bombeiros é essencial nessa época, mas as instalações são tristes. É um servidor público que passará quatro dias numa escala terrível e precisa descansar bem em seu repouso”, alertou.
Para o deputado Cláudio Pinho (PDT), o Estado está perdendo força para o crime organizado no Ceará. Ele citou a renúncia de diversos líderes de torcidas organizadas, por ordem de criminosos, e a expulsão de famílias das casas onde vivem. “As pessoas estão perdendo o seu lar, ficando com dívidas no banco, sem ter onde morar. Algo precisa ser feito. Por isso, proponho aqui a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o avanço das facções no Ceará”, defendeu.
O deputado Missias Dias (PT) destacou o gesto do presidente Lula ao lançar o Pacto Nacional contra o Feminicídio e lamentou manifestações contrárias à iniciativa. Para ele, o momento exige união diante do aumento dos casos de violência contra a mulher, e não disputas políticas.
Missias Dias também parabenizou a iniciativa do município de Maracanaú, da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e da Alece por darem publicidade ao pacto por meio de solenidade, reforçando o compromisso institucional com a causa. “É fundamental que a sociedade perceba, nas falas e ações do Parlamento, que o Ceará está do lado das mulheres, do que é certo e do que é justo”, avaliou.
Já a deputada Dra. Silvana (PL) questionou as intenções do presidente Lula em relação ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. “O mesmo presidente que se recusou a aceitar que a ONU fizesse uma investigação do assassinato de mulheres no Irã, agora, no final do seu mandato, quer lançar esse pacto pelas mulheres? Esse mesmo governo que destrói famílias todo os dias, que promove guerra entre os sexos e atribui o machismo à fé?”, comentou a parlamentar.
E o deputado Marcos Sobreira (PSB) celebrou a medida provisória que prevê a atualização do piso nacional dos professores em 5,4% e destacou o município de Iguatu, que, pelo segundo ano consecutivo, concede reajuste histórico. “Conseguimos um aumento de 7%, o maior dos 184 municípios cearenses, valorizando professores, mas, acima de tudo, a educação de nossos alunos e alunas”, comemorou o deputado, que ainda ressaltou ser o Ceará o estado com a melhor educação pública do Brasil.
Edição: Geimison Maia
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