Assembleia debate os desafios do diagnóstico precoce e tratamento da endometriose
Por Waldyh Ramos14/06/2023 14:45 | Atualizado há 2 meses
Compartilhe esta notícia:

A Comissão de Previdência Social e Saúde (CPSS) da Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater os desafios do diagnóstico precoce e tratamentos da endometriose no Ceará. O debate será nesta quinta-feira (15/06), às 14h, no Complexo de Comissões Técnicas, atendendo a solicitação da deputada Jô Farias (PT).
Segundo a parlamentar, a endometriose é uma doença que consiste na modificação do funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), ao invés de serem expulsas durante a menstruação, movimentam-se no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.
As causas da doença ainda não foram definidas pela comunidade científica. Os sintomas podem ser dor em forma de cólica (porém não deve ser confundida) durante o período menstrual, dor durante as relações sexuais, dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação, além de fadiga, diarreia e dificuldade de engravidar. A deputada acrescenta que a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose.
Jô Farias informa também que a endometriose pode trazer complicações para qualquer órgão da cavidade abdominal. Quando a doença surge nos ovários, por exemplo, pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma, de tamanho grande, que compromete a capacidade da mulher de engravidar.
Outros órgãos também podem ser acometidos, como parte do intestino grosso, bexiga, apêndice e vagina. “Como a endometriose é de difícil diagnóstico, vale reforçar a importância das consultas regulares ao ginecologista como forma de prevenção e detecção precoce da doença”, afirma.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a endometriose atinge uma em cada dez mulheres no Brasil. Em 2021, mais de 26,4 mil atendimentos foram feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) e oito internações foram registradas na rede pública de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 180 milhões de mulheres enfrentem o problema em todo o mundo, sendo sete milhões delas brasileiras.
A Lei 14.324/2022 declarou 13 de março como o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose e criou a Semana Nacional de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose.
Foram convidados para o debate a secretária da Saúde do Ceará (Sesa), Tânia Mara Silva Coelho; a médica e prefeita de Quiterianópolis, Francisca Priscilla Duarte de Figueiredo; a chefe da Divisão Médica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Zenilda Vieira Bruno; a presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Portadores de Endometriose do Ceará, Liana Melo Herculano; a médica Tatiana Passos Zylberberg, integrante do Grupo de Apoio às Mulheres Portadoras de Endometriose do Ceará; o médico Evangelista Torquato, diretor do Laboratório de Fertilização In Vitro, Andrologia e Criobiologia da Bios; Pedro Alves de Araújo Filho, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza; Rilson Sousa de Andrade, presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems); Hélvécio Neves Feitosa, presidente do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec), entre outros.
Edição: Clara Guimarães
Veja também

Marcha realizada pela Alece mobiliza sociedade na luta contra a violência de gênero
Autor: Julyana Brasileiro
Investimentos em energia renovável e projeto Renda do Sol são debatidos na Alece
Autor: Giovanna Munhoz