Internautas pretendem utilizar o 13° no pagamento de dívidas
Por ALECE21/12/2018 15:06 | Atualizado há 9 meses
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A enquete do Portal da Assembleia Legislativa, veiculada entre os dias 9 a 21 de dezembro questionou aos internautas como pretendem utilizar o 13° salário. A maioria (68,4%) revela que vai usar o dinheiro no pagamento de dívidas. Outros 24,3% pretendem investir na poupança ou outra aplicação mais rentável. Já 7,4% informam a disposição para compras de Natal ou viajar.
De acordo com a deputada Dra. Silvana (PR), o caso da maioria dos cidadãos utilizar o 13° no pagamento de dívidas mostra a importância de lutar por melhores salários e mais empregos no Brasil. “É extremamente necessário combater a corrupção para podermos gerar mais empregos e proporcionar melhores salários. Ninguém gosta de ter o nome sujo e todos devem ter direito de, trabalhando honestamente, poder pagar as suas contas”, diz.
O deputado Heitor Férrer (SD) observa que, quando foi criado o benefício, o intuito era uma gratificação para o cidadão poder usufruir de um final de ano mais farto. “Hoje, a maioria das pessoas usa o 13° para sanar dívidas e isso é o espelho da crise. Com certeza vem em boa hora, mas é um alerta para que cada vez mais possamos lutar por ações em prol de melhorias econômicas para o nosso Estado”, afirma.
Conforme o deputado Tin Gomes (PDT), mesmo com a crise, o Ceará conseguiu manter as contas em dia e o governador Camilo Santana não faltou com o pagamento dos servidores. “Houve equilíbrio e planejamento. A crise existe, mas o nosso Estado honrou os trabalhadores”, salientou. Para 2019, segundo o parlamentar, será preciso continuar debatendo ações que possam melhorar, cada vez mais, a qualidade de vida em nosso Estado”, assinala.
O economista consultor Gilberto Barbosa explica que a utilização do benefício em prol de quitar dívidas é um dos impactos da crise econômica brasileira. “Qualquer disponibilidade acima da média para uma família vai ajudar no endividamento. Os juros bancários são altos e quitar empréstimos, por exemplo, acaba sendo uma economia para o brasileiro”, assinalou.
Gilberto assinala ainda que o impacto da crise, somado ao custo elevado das mercadorias, pode prejudicar as famílias. “Para não gerar mais dívidas, o cidadão prefere utilizar o benefício, quitando qualquer déficit existente exatamente visando mais tranquilidade financeira nesse final de ano.”
GM/AT
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