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Brasilidade homenageia o compositor Radamés Gnatalli

Por ALECE
19/09/2014 12:15 | Atualizado há 9 meses

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Radamés Gnatalli - Foto: Divulgação

O programa Brasilidade da rádio FM Assembleia (96,7MHz) homenageia, neste domingo (21/09), Radamés Gnatalli. O músico é considerado pelos críticos como um dos personagens que mais naturalmente circularam entre o universo popular e o erudito.

Filho de uma pianista gaúcha e de um imigrante italiano radicado em Porto Alegre foi envolvido desde cedo pela paixão que os pais nutriam pela ópera. Uma influência constatada no nome dos três filhos do casal: Radamés, Aída e Ernâni, todos personagens de óperas de Verdi.

Aprendeu piano com a mãe e, aos nove anos, ganhou um prêmio por sua atuação como regente de uma orquestra infantil, que tocou arranjos feitos por ele. Aos 14, entrou para o Conservatório de Porto Alegre para estudar piano e acabou dominando também a viola.

Nesta época, frequentava blocos de Carnaval e grupos de seresteiros boêmios e, na impossibilidade de levar o piano, aprendeu a tocar cavaquinho.

Até se formar no conservatório, estudava para ser concertista e tocava em cinemas e bailes para se sustentar. Em 1924, recém-formado, foi para o Rio de Janeiro para uma apresentação no Teatro Municipal, executando um concerto de Tchaikovsky, sob regência de Francisco Braga. Na viagem, conheceu o compositor Ernesto Nazareth e passou os dois anos seguintes entre Porto Alegre e Rio, sempre trabalhando com música erudita.

No início dos anos 1930, passou a morar no Rio de Janeiro, onde estreou como compositor, com a apresentação de Rapsódia Brasileira, interpretada pela pianista Dora Bevilacqua. Na época, pelas dificuldades da carreira de concertista, resolveu investir na música popular.

Em 1932, começou a atuar como pianista das Orquestras Típica Victor, Diabos do Céu e Guarda Velha. Como na época não se aceitava músico erudito fazendo música popular, passou a utilizar o pseudônimo de Vero, o masculino de Vera, nome de sua mulher.

Suas valsas Vibrações d'alma e Saudosa foram gravadas em 1933 pela Orquestra Típica Victor.

Produzido por Fátima Abreu e Ronaldo César e apresentado por Narcélio Limaverde, Brasilidade vai ao ar, a partir das 18h, com reprise nas terças, às 23h.
Da Redação

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