Guilherme Sampaio aponta ações do MEC e atuais avanços na educação pública do Brasil
Por Gleydson Silva10/08/2023 12:11 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Guilherme Sampaio (PT) apontou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, nesta quinta-feira (10/08), as ações da gestão do ministro Camilo Santana frente ao Ministério da Educação (MEC) e os atuais avanços na educação pública do Brasil.
Um passo importante para a construção de uma educação mais democrática, de acordo com o parlamentar, foi o anúncio do relatório da Consulta Pública para Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio, divulgado na última segunda-feira (07/08). “Esse é um novo marco que se estabelece na maneira que o MEC propõe políticas públicas e escuta a sociedade para formatar suas propostas, dialogando com o Congresso Nacional, pactuando com governadores e prefeitos, entidades de ensino, como não deveria ter deixado de acontecer, mas deixou de acontecer no Governo Bolsonaro”, ressaltou.
Guilherme Sampaio afirmou que o projeto Novo Ensino Médio, aprovado no governo anterior, recuperava conceitos ultrapassados, que “em tese preparariam os jovens para o mercado de trabalho sem nenhuma base técnica ou estruturação das escolas para essa finalidade”.
O ministro Camilo Santana, segundo o parlamentar, faz um importante trabalho no Ministério da Educação. “É um novo tempo na condução da política de educação desse País”, acrescentou.
Entre as propostas apresentadas pelo MEC e destacadas por Guilherme Sampaio está a recomposição da carga horária da formação geral básica, que passa de 1.800 horas para 2.400 horas para o ensino médio. “Na proposta atual, 80% da carga horária é para a formação básica, retomando disciplinas importantes para a formação da cidadania, como História e Geografia, Biologia, Física, Literatura, Educação Física, Sociologia e outras que estavam sumindo da grade curricular das escolas públicas”, afirmou.
Até o dia 21 de agosto, conforme o deputado, as principais entidades representativas dos diversos segmentos da educação, como o Conselho Nacional de Educação, Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação, o Conselho dos Gestores Estaduais de Educação, o Fórum Nacional de Educação, a União Brasileira de Educação, a Câmara e o Senado, participarão de um debate, fazendo críticas e considerações às propostas apresentadas pelo MEC.
“Esperamos que, até setembro, o Governo Federal encaminhe para o Congresso Federal a nova Política de Reestruturação do Ensino Médio Público do Brasil, em um patamar totalmente diferente desse tal Novo Ensino Médio, instituído, de forma autoritária, por meio de uma medida provisória”, pontuou Guilherme Sampaio.
Edição: Adriana Thomasi
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