Carmelo cobra coerência política à deputada Larissa Gaspar
Por Lincoln Vieira04/04/2023 14:57 | Atualizado há 9 meses
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O deputado Carmelo Neto (PL) cobrou, na tarde desta terça-feira (04/04), em pronunciamento durante a ordem do dia da sessão plenária da Assembleia Legislativa, “coerência” política a deputada Larissa Gaspar (PT) em seus posicionamentos.
Carmelo comentou notícia na imprensa e redes sociais em que a parlamentar petista o teria qualificado como “nervoso”, durante análise que ele fez em plenário da gestão do prefeito de Fortaleza, José Sarto. “Eu pergunto aos colegas: se eu tivesse dito a mesma coisa da deputada, estaria sendo acusado de machismo e violência política de gênero?”, pontuou.
O parlamentar enumerou os posicionamentos políticos da parlamentar nos últimos anos, que ele considera contraditórios, e começou citando o apoio dado por Larissa, em 2020, a José Sarto para prefeito, e depois tornou-se sua opositora. E lembrou: “Eu não apoiei o Sarto”.
Carmelo salientou ainda que o Partido dos Trabalhadores (PT) participou da gestão de Sarto com o secretário Ilário Marques, à época na Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) da Prefeitura de Fortaleza. “Eu o denunciei quando assumiu por ferir a Lei Orgânica do Município. E o que a Larissa fez? Depois votou contra a taxa do lixo do Sarto e a favor do aumento do ICMS do Governo Elmano. Eu posso dizer que votei contra os dois, mas ela não”, contestou.
O deputado lembrou também que a parlamentar o chamou de “vira-casaca”. De acordo com ele, a deputada Larissa participou pessoalmente da gestão do antecessor de Sarto, o então prefeito Roberto Cláudio. “Ela foi coordenadora de Políticas para as Mulheres na gestão do Roberto Cláudio e em seguida se filiou ao PT e quer ser o algoz do PDT. Eu nunca tive cargo, emprego, secretaria! Eu posso dizer isso, mas ela não!”, enfatizou.
O deputado disse ainda que tem coerência e convicção e que não vê isso no PT. “Eu reclamei do fechamento de cinco hospitais, emergências da Prefeitura de Fortaleza, e critiquei o fechamento da emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e as subutilizações dos 38% dos hospitais no interior e em Fortaleza que estão superlotados. Ela não o faz”, enfatizou.
Edição: Clara Guimarães
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