Ordem do Dia

Dra. Silvana destaca projetos voltados para tratamento da fibromialgia

Por ALECE
10/11/2022 16:06 | Atualizado há 9 meses

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Deputada Dra. Silvana (PL) - Foto: Edson Junior Pio

A deputada Dra. Silvana (PL) afirmou, durante o tempo de liderança partidária da sessão plenária desta quinta-feira (10/11), que a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) será a primeira do Brasil a dar atenção à fibromialgia. Ela relacionou uma série de projetos, de autoria dela e de outros parlamentares, que destacam a doença e promovem políticas para as pessoas que são acometidas por ela.

O principal projeto, ainda em tramitação, diz respeito à disposição de unidades ambulatoriais para tratamento das dores crônicas provocadas pela doença nos hospitais regionais do Estado. Já o projeto de indicação que institui o Fevereiro Roxo, mês de conscientização da população em relação à fibromialgia, foi aprovado pela Casa.

“Temos outros projetos voltados para o tema, e esperamos assim criar um corpo de políticas que aos poucos possa incluir a doença na pauta da saúde pública, pois o desconhecimento em relação a ela tem provocado uma série de injustiças com as pessoas que sofrem com as dores”, disse.

Dra. Silvana lembrou que a fibromialgia atinge principalmente pessoas do sexo feminino e ataca com mais força às do sexo masculino. A Sociedade de Reumatologia, conforme observou, destacou 18 pontos dolorosos onde as dores crônicas se manifestam. Entre eles, na região lombar, braço, antebraço, quadris, pernas e até no rosto.

A questão do tratamento também é objeto de discussão. Segundo ela, os medicamentos são muitos e podem variar de pessoa para pessoa, e muitas não têm condição de pagar. Outra recomendação dos médicos é a realização de atividades físicas, mas essas devem ser direcionadas. “As pessoas também não têm dinheiro para pagar um personal, mas o Estado pode prestar esse auxílio, por meio de políticas”, defendeu.

Ela reforçou que muitas injustiças acontecem em virtude do desconhecimento sobre a doença. “As pessoas não levam a sério porque não dá para ver a dor. E não tem condições de uma pessoa trabalhar, por exemplo, com dor no corpo inteiro, mas vou trabalhar por toda a minha vida pública para que essa doença seja conhecida, respeitada, e seus pacientes tenham seus direitos garantidos pelo Estado”, disse.

PE/AT

 

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