Ordem do Dia

Renato Roseno pede apoio à greve dos servidores do INSS

Por ALECE
06/04/2022 16:30 | Atualizado há 9 meses

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Deputado Renato Roseno - Foto: Edson Júnio Pio

O deputado Renato Roseno (Psol) solicitou, durante o tempo das explicações pessoais da sessão plenária da Assembleia Legislativa realizada em formato presencial e remoto,  nesta quarta-feira (06/04), apoio à greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciada em 23 de abril, e que já atinge 20 estados. Ele lembrou que os servidores acumulam perdas de mais de 20%, devido à inflação, só nos últimos três anos.

O parlamentar  informou que haverá uma reunião nesta quarta-feira, em Brasília, entre os representantes da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e outras entidades com o Ministério do Trabalho e Previdência, ao qual o INSS é vinculado. “Nosso apoio nesse momento é de grande importância, pois sabemos o quão imprescindível é o serviço público, seja qual for o setor ou sua dimensão”, disse. 

Atualmente, segundo explicou, o INSS conta com 2,8 milhões de brasileiros aguardando aposentadoria ou outro benefício previdenciário. Segundo o deputado, o Instituto conta com apenas 17 mil servidores em todo o Brasil, para atender uma população de 220 milhões de pessoas.

“São números absurdos que refletem o desmonte da máquina previdenciária em favor das reformas de cunho neoliberal. O resultado é o arrocho salarial, a falta de concursos e a consequente precarização do trabalho”, alertou.

Roseno também comentou o veto determinado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/21, mais conhecido como “Lei Paulo Gustavo”, que repassaria R$ 3,8 bilhões à cultura, e  R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC), para fomento de atividades e produtos culturais em razão dos efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19.

Conforme o parlamentar, o repasse viabiliza, especialmente, a produção audiovisual regional. “A pequena produção regional depende, sobretudo, desses aportes, sendo essa decisão do presidente mais uma agressão à cultura brasileira”, avaliou.

Segundo ele, o objetivo de Bolsonaro é “não apoiar a cultura utilizando seu polemismo conservador e autoritário, sua principal ferramenta”. “Assim, ele joga para sua plateia, que alimenta suas narrativas, mais um ato autoritário e antidemocrático”, criticou.

PE/AT

 

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